Gente... precisava dizer oi pro meu blog, pois já estava perdendo a prática. Tem dia que me dá uma dessas e sinto a necessidade de escrever por aqui, o que anda passando por aí, ou por lá. Aliás, lá faz barulho, para o horário que é.
Assim, nunca fui muito de chupar chiclete, é como regurgitar, mas, ao mesmo tempo, tem algo de interessante nisto. Agora eu dei a sorte de pegar um chiclete com gosto de perfume. A sensação é estranhíssima, a de mascar perfume de melancia. Tudo bem. Até eu chegar no chiclete, eu tive que descer pra fumar, e aí, me encontrar com um chileno barrado no baile. Ele se considerava pagão no meio dos seus amigos médicos que entraram em um bar, e ficou de fora porque não "ia de frac". Resultado: eu. Eu era a salvação de que "ele e seus amigos pudessem recuperar um pouco daquela amizade que ficou pra trás", nunca tinham chegado a este ponto comigo. Deixei-lhe claro, eu desci com um planning que é fumar o cigarro e subir. Trouxe a chave e o isqueiro.
O chiclete não tem nada a ver com a estória, e veio de alguém repetitivo; ficou alí, parado, até este exato momento em que tem gosto de perfume, e aumenta a minha vontade de fumar, cujo impedimento aumenta meu apetite sexual. Aliás, mascar um chiclete é algo que se deveria fazer na mais profunda intimidade; a gente não precisa compartilhar isto com ninguém.
Ainda assim... uns dos rituais de "intimidade" entre adolescentes, é compartilhar o chiclete. Podemos tranquilamente chamá-lo "beijo objetivo". Objetivo pois não é beijo propiamente, mais que no momento de encontro das salivas que não é simultâneo em ambos sujeitos. Neste beijo-objetivo, o ritual do chiclete, as bocas se encontram com o momento de querer beijar-se sem o peso e o compromisso temporal que isto comporta! E ao mesmo tempo, ambos fazem o ridículo de regurgitar em companhia. Simil do amor.
Diga não à frustração sentimental, compartilhe um chiclete; se você conseguiu aos 12, porque não vai conseguir aos 42?